É com profunda dor e imensa tristeza que a JUSTIÇA GLOBAL informa o falecimento de Daniela Fichino, sua diretora-adjunta e importante lutadora dos direitos humanos. Nós da CFEMEA nos somamos à dor e tristeza d@s companheiras e lembramos com gratidão a vida de Daniela

Nota de Pesar – Daniela Fichino

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Daniela Fichino, diretora-adjunta da organização Justiça Global, advogada e defensora dos direitos humanos, cuja trajetória foi marcada pelo compromisso permanente com a justiça social e a dignidade humana.

Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Direito e Desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutoranda em Teoria e Filosofia do Direito pela UERJ, Daniela construiu uma trajetória profissional e militante de referência na promoção e defesa dos direitos humanos. Sua atuação como advogada, comunicadora popular e integrante da Justiça Global foi marcada pela capacidade de articular o conhecimento jurídico, a mobilização social e o diálogo com as instituições públicas, sempre em estreita colaboração com vítimas, familiares, comunidades e movimentos sociais.

Ao longo de sua trajetória, Daniela contribuiu para o enfrentamento de graves violações de direitos humanos no Brasil, especialmente por meio da incidência nacional e internacional, da busca por justiça e reparação às vítimas.

Sua atuação esteve relacionada a importantes casos acompanhados pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos, entre os quais se destacam o Caso da Explosão da Fábrica de Fogos de Santo Antônio de Jesus, na Bahia; Medidas Provisórias do Complexo Penitenciário do Curado, em Pernambuco; os casos Da Silva e Outros vs. Brasil e Muniz da Silva e Outros vs. Brasil, na Paraíba; o Caso Mães de Cabo Frio vs. Brasil, relacionado às mortes de recém-nascidos na Clínica Pediátrica da Região dos Lagos (CLIPEL), no Rio de Janeiro; o Caso Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, no Maranhão; o caso dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes; o Caso Maicon de Souza Silva, Renato da Silva Paixão e Outros; o Caso Luiza Melinho e o Caso José Carlos da Silva e seus Familiares; além de sua atuação no enfrentamento das graves violações de direitos humanos relacionadas à Operação Contenção, no Rio de Janeiro.

Em cada uma dessas frentes, sua contribuição esteve associada à defesa do direito à memória, à verdade, à justiça e à reparação, bem como à construção de respostas institucionais comprometidas com a centralidade das vítimas e de seus familiares.

A dimensão de seu legado ultrapassa os casos e as conquistas institucionais dos quais participou. Sua trajetória permanece nas lutas coletivas que ajudou a fortalecer, nas pessoas e comunidades que acompanhou e nos avanços construídos em defesa de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania expressa sua mais profunda solidariedade aos familiares, amigos, colegas da Justiça Global, movimentos sociais e companheiras e companheiros de luta de Daniela Fichino. Neste momento de dor, o MDHC reconhece e homenageia sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil, reafirmando o compromisso de dar continuidade aos esforços pela justiça, pela reparação integral às vítimas e pela garantia de não repetição das violações.

Daniela Fichino, presente hoje e sempre.

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

 

fonte: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2026/outubro/nota-de-pesar-2013-daniela-fichino

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