Quando uma mulher da Reforma Agrária avança, toda a história das mulheres na luta pela terra e comunidade avançam junto. Introdução de Adriana Fernandes nos encontros de autocuidado e cuidado coletivo promovido pela Cfemea nos territórios (acampamentos e assentamentos) de mulheres agricultoras familiares em jornadas do mês de julho no Distrito Federal e Goiás

adriana fernandes

Adriana Fernandes - Coletivo Panteras Negras

 

Semear força, colher futuro e dignidade. Companheiras, olhar para cada uma de vocês hoje é enxergar a própria força da terra. Ser mulher da Reforma Agrária é carregar nas mãos a dupla responsabilidade de produzir alimentos saudáveis e com coragem de gerar a sustentação da vida. Vocês, nós transformamos o chão bruto em solo fértil, o silêncio em voz coletiva e a luta por um pedaço de terra em um ato de amor e dignidade.

A força da semeadura, mãos que alimentam: mulheres, somos a base da soberania alimentar, garantindo que o fruto do trabalho chegue à mesa de quem precisa. Guardiãs das sementes: o cuidado de protegermos as sementes e a biodiversidade, os saberes das nossas ancestrais e tradicionais. Resistência nossa é diária!

Cada horta cultivada, a cada quintal produtivo e cada cooperativa organizada é uma vitória contra a desigualdade social e de gênero. Colhendo o futuro, nenhuma barreira apaga o protagonismo que conquistamos. Gerando autonomia econômica.

Quando uma mulher da Reforma Agrária avança, toda a história das mulheres na luta pela terra e comunidade avançam junto. Que continuemos firmes, plantando resistência para colher liberdade.

Viva a força das mulheres camponesas!

keno4julho2026

Chegou a Nossa Hora Companheiras

Chegou a minha, a sua, a nossa hora!

A hora de colher a prosperidade,

que mesmo sem ter consciência, que por tanto tempo semeamos com 

com a nossa coragem, nossos corpos e com os nossos corações.

Cansamos de nos diminuir, de aceitar a invisibilidade como nossa identidade!

Cansamos de esconder a força

que mora em nós.

Cansamos de ser sombra

quando nascemos para ser sol.

Sei quem sou.

Sei do meu valor.

Sei que posso assumir

o protagonismo da minha própria história.

Chega de uma vida sem cor.

Chega de acreditar

que nossos sonhos são pequenos.

Nós, mulheres da Reforma Agrária,

plantamos alimento,

plantamos afeto,

plantamos o futuro.

Agora é tempo

de acreditarmos em nós, cooperar umas com as outras, ver as nossas mãos produzir para nós a prosperidade que merecemos ter.

Vamos pintar as nossas vidas

com todas as cores do amanhecer!

Dançar comigo mesma

ao som das mais belas canções,

celebrando cada passo,

cada conquista,

cada semente que floresceu.

E não caminharemos sozinhas!

De mãos dadas, construiremos

uma cooperativa feminista,

onde nenhuma mulher diminui a outra,

onde o saber é partilhado,

o trabalho é valorizado

e a riqueza nasce da sororidade.

Porque quando uma mulher se levanta,

ela inspira outras a se levantarem!

E quando muitas mulheres caminham juntas,

transformam o mundo.

Hoje escolho acreditar em mim!

Hoje escolho acreditar em nós!

A prosperidade já conhece o nosso nome.

E o futuro que queremos começa agora em nós mesmas!

 

keno julho2026